Olhos

Hoje uma japinha riu pra mim.

Estava fazendo a minha caminhada diária de 30 minutos em direção ao trabalho – aliás, melhor qualidade de vida não há – quando uma japinha riu pra mim. Ela tinha no máximo uns 2 anos e veio rindo de dentro do carrinho na direção oposta desde o momento em que me viu na calçada. A mãe dela me olhou com uma cara mista de “ela faz isso pra todo mundo” e “por que será que a minha filha tá rindo pra esse estrangeiro com cara de árabe?”.

Não é curioso como nascemos com o instinto de olhar todo mundo, sem exceção, diretamente no olho e vamos perdendo isso ao longo dos anos (seja por costume ou escolha)? Logo nós, humanos! Seres com uma visão de longo alcance, colorida e em perspectiva. Logo nós que somos extremamente complexos e conseguimos passar milhões de sentimentos só num olhar. E mesmo assim escolhemos olhar pra qualquer outra coisa que não sejam os outros olhos de alguém.

Hoje uma japinha riu pra mim. Ela aparentemente, sem motivo nenhum, ficou feliz ao me ver. E resolveu me olhar diretamente no olho e rir.

E eu ganhei meu dia.

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