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Olhos

Hoje uma japinha riu pra mim.

Estava fazendo a minha caminhada diária de 30 minutos em direção ao trabalho – aliás, melhor qualidade de vida não há – quando uma japinha riu pra mim. Ela tinha no máximo uns 2 anos e veio rindo de dentro do carrinho na direção oposta desde o momento em que me viu na calçada. A mãe dela me olhou com uma cara mista de “ela faz isso pra todo mundo” e “por que será que a minha filha tá rindo pra esse estrangeiro com cara de árabe?”.

Não é curioso como nascemos com o instinto de olhar todo mundo, sem exceção, diretamente no olho e vamos perdendo isso ao longo dos anos (seja por costume ou escolha)? Logo nós, humanos! Seres com uma visão de longo alcance, colorida e em perspectiva. Logo nós que somos extremamente complexos e conseguimos passar milhões de sentimentos só num olhar. E mesmo assim escolhemos olhar pra qualquer outra coisa que não sejam os outros olhos de alguém.

Hoje uma japinha riu pra mim. Ela aparentemente, sem motivo nenhum, ficou feliz ao me ver. E resolveu me olhar diretamente no olho e rir.

E eu ganhei meu dia.

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A República da Califórnia

Após duas semanas, acho que já posso resumir o que já aconteceu até aqui. A chegada foi tranquila. Nenhum imprevisto. Malas inteiras e tudo certo na alfândega. Único porém: não tinham o carro que alugamos na locadora. Já que erámos três e tínhamos sete malas, precisávamos de um carro maior. Só tinham Sedans e carros menores. No final, acabamos pegando um Subaru Legacy e nos deram 100 dólares de desconto pela demora e pelo inconveniente. Carregamos as malas (uma foi no meu colo pela falta de espaço) e partimos pro hotel.

O hotel chamava Des Arts e ficava muito bem localizado no centro de San Francisco. Todos os espaços do hotel possuem pinturas e quadras, inclusive os quartos. Daí o nome “Des Arts”. Bom hotel. Recomendo. Saímos dali direto pra T-Mobile para pegar nossos números americanos e facilitar na hora de achar o apê.

Foi então que começamos a procura de um apartamento para morar. O aluguel em San Francisco é um dos maiores dos Estados Unidos, perdendo somente pra New York. Sem falar que é tudo muito disputado. O anúncio aparece nos sites especializados e logo mais de dez pessoas já aparecem interessadas. Mas mesmo assim fomos à luta. Liga daqui, manda e-mail dali e combinamos algumas visitas com as pessoas que estavam alugando. Vimos muitos lugares. Uns caros e bons, outros baratos e ruins e muitos caríssimos e sem nenhuma condição de moradia. Como o aluguel é caro, os proprietários colocam preços exorbitantes, não importando se o lugar é bom ou não, e quase sempre aparece alguém pra alugar. No final, depois de muitas frustações e negativas, acabamos decidindo por morar em Berkeley – cidade do lado de San Francisco e que é onde a universidade está localizada. O nome do lugar é Delaware Apartments e fica a oito quadras da UC Berkeley. Bom apê. Espaço mais que suficiente nas áreas comuns para três pessoas e quartos relativamente grandes. Estou gostando bastante daqui. E ainda assim estamos a menos de meia hora de San Francisco.

apê

Banheiro do apê

Como o apê não era mobiliado, tivemos que passar na Ikea pra comprar os móveis. A Ikea é a inspiração pra Tok Stok com tudo muito mais barato. Depois de gastar praticamente todo o dia na loja, compramos os móveis e mandamos entregar no novo endereço. Menos mal que ainda tínhamos uma noite no hotel e podemos esperar a entrega sem problemas. No dia combinado, a notícia ruim: só metade das coisas estava no caminhão. O coitado do Lucas teve que dormir no sofá (que nós mesmos montamos – como todo o resto) até o domingo, dia que o resto das coisas chegaram, cinco dias depois do combinado. Tivemos o maior azar do mundo, pois todo mundo fala da eficiência que eles têm na entrega. Mas tudo bem, diz o Lucas que ele nem teve dor nas costas. Sinal de que o sofá-cama é bom e que vocês todos podem vir visitar. Tá dada a dica.

No final de semana, encontramos a Rachell e o Roberto pra um churrasco no parque. Pra quem não sabe, churrasco americano é na grelha. Espeto é artigo de luxo aqui. Junto deles tava um amigo figuraça do Roberto, o Gianpero. Ficamos toda a tarde lá bebendo e comendo. Foi bom rever a Rachell e ver que ela tá muito bem aqui. Conseguiu um trabalho no Google e tá adorando. É muito bom quando os amigos estão se dando bem.

barbecue

Churrasco no parque

No mais, já achei vários grupos de futebol por aqui. Um do lado de casa e outro dois em San Francisco. O futebol aqui funciona da seguinte maneira: alguém lança o horário e o lugar em sites como Meet Up e Jogabo e a galera (mesmo sem ser da mesma turma ou sequer se conhecer) confirma se vai ou não. Funcionou bem nas duas vezes que fui desde que joguei. O nível, por obviedade, é muito mais baixo que no Brasil e a maioria dos jogos é misto, com a presença de mulheres. O fato notável é que a grande parte das meninas deixa os marmanjos no chinelo. E ninguém alivia. Nem elas. Uma explicação é que o futebol é muito mais praticado por elas do que por eles no colégio/universidade. É muito bom ver as meninas driblando os zagueiros e fazendo gols que não devem em nada pros craques das peladas que eu jogo lá em Porto Alegre.

futebol

Futebol misto

Agora vou nessa que amanhã cedo tem a orientação de início das aulas na universidade. Uma exceção, já que as aulas serão em grande maioria na parte da noite.

Até a próxima com uma análise sobre o tamanho das porções por aqui.

Ou a facilidade que é dobrar pra direita mesmo com o sinal fechado.

Ou um estudo sobre todas as línguas que se fala por aqui.

Fiquem ligados.

Hold the door, I’m coming, all that jazz. Like an escape from Alcatraz.

Vou ser direto: como já não é mais segredo para a maioria, estou me mudando para a bonita cidade de San Francisco no estado da Califórnia nos Estados Unidos. Estamos indo eu, Andressa e Lucas para fazer nosso pós na Universidade da California, Berkeley. Eu e Andressa em Marketing e o Lucas em Gestão de Projetos. O tempo mínimo é de um ano com possibilidade de estender para 2 com o trabalho em empresas da área. O plano é alugar um apê e conseguir um trabalho no campus o mais rápido que der. O aluguel na baía é um dos mais caros dos Estados Unidos.

As últimas semanas foram muito do caralho. Muitas pessoas se despediram e desejaram sorte. É sempre bom perceber que estamos rodeados de gente do bem e que nos quer bem. Vou sentir muitas saudades de todos.

E de certo agora, só a passagem e a vaga em Berkeley. O resto vai ser história (que eu vou me esforçar pra continuar contando aqui).

See y’all later.

USA Road Trip – parte IV

Hoje chegamos ao fim dos posts sobre a viagem das férias de 2012. Os dois próximos destinos já eram conhecidos. Visitei Los Angeles em 2009 e Las Vegas por 4 vezes entre 2008 e 2009. A Andressa ainda não conhecia Las Vegas, mas já tinha estado em Los Angeles também.

Aproveitamos para conhecer a Disney e o parque da Universal. Não tem como não se sentir criança de novo nesses lugares. Destaque para o show de encerramento do California Adventure Park. Uma mistura de águas, luzes e fogos muito legal.

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Passamos também pela calçada da fama, museu de cera e conseguimos assistir ao show do The Hives (segundo já) em Santa Ana.

Chegamos em Las Vegas de dia. Uma pena. Queria que a Andressa tivesse visto a chegada da cidade de noite. É uma das visões da quais jamais vou me esquecer de ter visto. Como o lugar fica numa depressão, tu consegue avistar as luzes dos cassinos a quilômetros de distância. É surreal. Ficamos uma noite no Bellagio e três noites no Treasure Island. Las Vegas é um destino obrigatório pra todo mundo. É uma cidade muito legal de visitar. Os hotéis são incrivelmente baratos e tem muita coisa pra frazer (mesmo que o lugar se resuma a uma avenida iluminado só). Entregamos o Tio Sam (apelido do carro que alugamos) já que não faríamos longas distâncias a pé e saímos a desbravar a Strip.

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Destaque para o show Beatles: Love do Cirque du Soleil. Confesso que me emocionei bastante. É um baita espetáculo. E pra quem é fã de Beatles é uma cebola em baixo de cada olho garantido.

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No último dia jantamos no Stratosphere no Top of the World – restaurante giratório que fica no ponto mais alto de Las Vegas. Nem preciso dizer que a visão vale cada centavo da conta paga no menu. Recomendo demais.

Posso dizer sem medo que o momento mais difícil da viagem foi ter que fazer as malas pra voltar pra casa. Eu nunca escondi de ninguém que gosto muito dos Estados Unidos e de todos os lugares magníficos que aquele país tem. Ainda pretendo morar lá por mais tempo.

USA Road Trip – parte III

O próximo destino era Carmel-By-The-Sea. Uma cidadezinha charmosa logo abaixo de San Francisco. É tipo Gramado só que com praia. Clint Eastwood mora lá e já foi até prefeito. Almoçamos por ali num sushi de uma família japonesa muito simpática. Mais uma caminhada pela praia e pegamos o carro novamente para chegar em Monterey. Visitamos o Píer de Monterey (parecido com o de San Francisco, muitas lojas e uma bela vista do mar). Algumas compras no Walgreen’s e voltamos pro hotel.

Carmel

Logo de manhã seguimos então para a Estrada Número 1 da Califórnia – a famosa Highway 1. A rodovia costeia o mar por quase todo o caminho de San Francisco até Los Angeles pela costa oeste. A paisagem é algo que nunca tinha visto. Ao longo do percurso, existem vários pontos para estacionar o carro e tirar fotos. A Andressa deve ter tirado umas 500 fotos. E olha que ela já tinha andado por ali da última vez que veio. Paramos pra comer num restaurante mexicano bem pequeno chamado “El Chorlito” na cidade de San Simeon. Tenho quase certeza que foi o melhor burrito que comi na vida.

Highway 1

Após quase um dia todo de viagem, chegamos em Santa Barbara e fomos assistir a um jogo dos 49ers em um pub local. Acordamos no outro dia e decidimos dar uma volta pela cidade. Passamos pelo píer (obviamente quase todas as cidades da costa têm um) e seguimos rumo a Camarillo para dar um conferida nos outlets antes de chegar em Los Angeles.

Santa Barbara Bar

A quarta e última parte da viagem está aqui.

 

USA Road Trip – parte II

Na parte de hoje, falo sobre a bonita cidade de San Francisco.

Andressa já conhecia a cidade e insistiu para que fosse o destino com mais dias no nosso planejamento. Com medo de não conseguirmos seguir o roteiro com as outras cidades, lembro que questionei se San Francisco merecia tanta atenção assim. E acreditem, merece. Merece demais.

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San Francisco já é uma cidade diferente assim que tu chega nela. Seja pela famosa Golden Gate Bridge ou pela Bay Bridge, tu já consegue ter noção do que está te esperando. Aliás, sempre brinco com a Andressa que fui enganado na chegada. Achei que estávamos entrando na cidade pela Golden Gate quando na verdade era a Bay Bridge.

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Ficamos num hotel histórico bem no centro da cidade, o Herbert Hotel. A excelente localização nos deixou bem próximos a bares e restaurantes muito bons e é fácil de dizer que come-se muito bem na baía. A cultura plural da cidade faz com que tu encontre todas as opções de comidas do mundo (chinesa, tailandesa, alemã, africana, vietnamita e por aí vai). Por conta da grande mistura de culturas, consegue-se facilmente encontrar os mais variados tipos de pessoas. Muito mais do que em qualquer cidade do Estados Unidos que eu visitei. Imagino que Nova York deva ser algo parecido com isso.

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No que diz respeito a atrações turísticas, visitamos a ilha de Alcatraz que  hoje é um misto de museu e excursão turística e por onde chega-se só por barca. Logo que o visitante chega na ilha, ele coloca fones e faz uma tour por toda a prisão ouvindo histórias da época de Al Capone. A parte das solitárias faz o cara entrar numa bad, mas a ilha tem uma visão surreal de toda a baía. Vale muito a pena.

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Visitamos o Alamo Square, famoso pelas casas do seriado “Três é Demais” e o Golden Gate Park – local do Nightlife at the Academy – uma visitação ao museu da Academia de Ciências da Califórnia que vira uma mini balada quando anoitece. Experiência muito legal. Passamos pelo Pier de San Francisco com várias lojas e restaurantes. Tentamos entrar no AT&T Park, o estádio do time de baseball SF Giants, mas não estava aberto para visitação. Tiramos muitas fotos na Lombard Street – a famosa rua torta de San Francisco. Andamos nos famosos cable cars apenas para tirar fotos e visitamos a Union Square para mais compras. Também fomos a uma noite de karaoke com a nossa colega de Fabico que mora em Berkeley, a Rachell e o namorado italiano dela, o Roberto (Roberrrto! Ma cheeee! Mamma Mia! – ler com sotaque italiano).

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Acho que a parte mais legal da estadia foi a ida de bicicleta de San Francisco até Sausalito passando pela Golden Gate. O visual do trajeto é algo extraordinário e que jamais esquecerei. A combinação natureza mais obra humana é um espetáculo. Jantamos num restaurante italiano em Sausalito e voltamos de barca até San Francisco. Nossas pernas agradeceram.

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Depois de 5 dias muito intensos, tivemos que seguir viagem e deixar San Francisco pra trás. Menos mal que agora ela tá lá como top 5 cidades da minha vida (disputando parelho com nomes como Capão Novo e Orem). Próxima parada: Highway 1 aqui.

USA Road Trip – parte I

Late post. Acabei deixando passar e não atualizei o blog logo depois da viagem. Como escrevo aqui praticamente como um diário de viagem, aqui estamos.

Acabo de voltar de uma das melhores viagens que fiz na vida. Eu e Andressa viajamos para os Estados Unidos (eu pela segunda vez, ela pela terceira vez). Estávamos ambos de férias e decidimos fazer uma road trip pelos estados de Nevada, Utah e California. A primeira motivação foi a compra das passagens. Conseguimos uma ótima promoção pela Copa Airlines. Não pensamos duas vezes na hora de comprar os tickets.

Chegamos por Las Vegas. Mas só ficaríamos aqui nos últimos dias de viagem. Alugamos um carro e partimos até Utah para rever alguns amigos que eu tinha feito na última vez que estive pelas terras yankees. Foi legal também para a Andressa conhecer as cidades, já que ela nunca tinha visitado o estado. Cinco horas depois chegamos completamente exaustos. Ficamos na casa da Carmen, amigona que continuei mantendo contato desde que voltei. Conheci o marido metade americano e metade hondurenho figuraça dela, Lesther, que adora o Brasil e diz que vem pra Copa do Mundo custe o que custar. Como a Carmen é peruana, acabamos visitando uma feira latinoamericana em Provo, cidade que fica ao lado de Orem, que é onde ela mora e onde morei em 2008. Foi muito massa rever as montanhas e lembrar o quando Utah é um estado bonito.

Carmen e LestherProvo

Um dia depois, seguimos de carro até San Francisco. Paramos em Winnemucca, uma cidade extremamente pequena que fica bem no meio do caminho entre San Francisco e Salt Lake City. Aproveitamos para descansar bastante e tomar o último café da manhã decente de toda a viagem. Depois disso foi só de bacon pra baixo (ok, talvez os cafés não tenham sido tão ruins assim). Café tomado, era hora de partir para San Fran (o nome que os nativos odeiam que San Francisco seja chamada. Talvez perca só pra “Frisco”).

San Francisco por si só já merece um blog inteiro dedicado. Então achei justo separar um post só pra falar da cidade. Acompanhem a parte II aqui.

Agora eu entendo a marra

Em função da obtenção do meu visto americano (pela 2ª vez), tive a oportunidade de conhecer a magnífica cidade do Rio de Janeiro. Uma coisa é certa: essa cidade não tinha como ser mais afudê.

Parque Lage

Ficamos num apartamento na praia de Ipanema, com a distância de uma quadra da orla. O bairro é um dos mais seguros do Rio e tem tudo perto. Desde restaurantes até farmácias e supermercados abertos 24 horas. Aliás, isso é uma característica muito legal da cidade. Há bastante opções de estabelecimentos que funcionam sem parar. Fora o movimento contínuo de pessoas mesmo em altas horas da madrugada – muito diferente da nossa província que não tem mais nada aberto depois da meia-noite.

Ipanema

Como foi a 1ª vez que estava visitando as terras cariocas (a Dê já é praticamente local), acabei conhecendo a maioria dos pontos turísticos: Lapa (espécie de cidade baixa carioca), Baixo Gávea, Parque Lage, Leblon, Copacabana, Barra, Pão de Açúcar, Forte de Copacabana, Jardim Botânico e Santa Teresa (local da edição de abril do famoso Baile do Zeh Pretim). Não fomos no cristo porque haviam muitas nuvens nas duas vezes que fizemos menção de ir. Fica pra próxima.

Que vista é essa!

Vale também uma pequena nota sobre as obras da cidade. Absolutamente todos os lugares têm plaquinhas de “homens trabalhando”. Levamos quase duas horas do aeroporto até Ipanema. Dois motivos principais: época de eleições e a famigerado combo Copa do Mundo + Olímpiada que acontecerão em breve. Mas nada que atrapalhe a experiência carioca também.

No mais, moraria tranquilamente na cidade maravilhosa. Nunca concordei tanto com o Gilberto Gil. De fato, o Rio de Janeiro continua lindo.

Sobre frankfurters e chivitos

Só para não perder o registro, mês passado estive pela terceira vez no Uruguai. Montevideo é uma cidade muito simpática e acho que até moraria lá caso tivesse oportunidade. E é impressionante como sempre se tem uma perspectiva diferente cada vez que visitamos uma mesmo lugar. O que colaborou muito com isso também foi a dê (minha namorada) nunca ter estado por lá. Deu uma outra visão pra visita.

Destaques da viagem: HieloBar (um bar de gelo no centrão de Montvideo), El Palenque (churrascaria no Mercado del Puerto), El Pony Pisador (noite onde tocava de Carrapicho até Strokes), Aeroporto de Carrasco (muito moderno a ponte de deixar muito aeroporto gringo pra trás) e Café Bacacay (café/restaurante sensacional em frente ao Teatro Solís).

Plaza Independencia

1º mundo na areia

Era inverno. E parecia o verão de Porto Alegre. Estive nos Emirados Árabes Unidos para acompanhar a minha família nos jogos do Inter no Mundial (sim, sou gremista – resumo de como fui embarcar nessa trip aqui).

De começo o deslumbre já é grande. Só o terminal da Emirates (a empresa é tão foda que tem um terminal só pra ela) é dez vezes o Salgado Filho. Sem exageros. O troço é gigantesco. Cinema, academia, praça de alimentação, etc. Não tem desculpa pra ficar entendiado esperando voo.

No total, são 7 emirados. Mas fiquei baseado em Dubai e consequentemente essa foi a cidade/estado que mais conheci. Só fui para Abu Dhabi para ver os jogos e nada mais. Nos outros não tive oportunidade/tempo/grana para conhecer. Menos mal que é em Dubai que tudo acontece mesmo.

Para manter a linha do aeroporto, tudo é gigante em Dubai: prédios, avenidas, shoppings, estádios, etc. Parece que o Sheik (presidente, senador, deputado e prefeito tudo na mesma pessoa, caso não esteja enganado) não sabe brincar. É tudo muito limpo e cuidado. A cidade fica no meio do deserto com areia por todos os lados e mesmo assim tu não vê uma sujeirinha no chão. É quase que inacreditável. Verdade que boa parte disso se deve aos indianos, que trabalham dia e noite e não param nunca. Aliás, os indianos são os mexicanos dos Emirados. Descobri que apenas 20% da população é nativa. O resto é tudo imigrante. Imagina isso. É MUITA GENTE de fora. Tanto que durante a viagem eu vi muito mais paquistanês, libanês, chinês e filipino do que emirati.

Duas coisas que chamam atenção é a segurança e a ocidentalização do país. Lendo jornais (os que eram em inglês) percebe-se que o crime é nulo. É muito tranquilo andar na rua de noite (e pra melhorar, o táxi é baratíssimo).  Além de tornar Dubai um lugar bom pra viver, isso ajuda no turismo. E uma consequência disso é a “americanização” dos Emirados. Tudo tem tradução pro inglês (que é a 2ª língua do país, fazendo todos os indianos com quem se conversa parecerem o Apu dos Simpsons pelo sotaque). Todas as grandes redes estão lá: Mc Donald’s, Burger King, Nike, Adidas, etc. E a população parece ter aceitado numa boa. Visto que todos os restaurantes e lojas estão sempre cheios de sheiks e mulheres vestidas com burka (vi muito poucas, cai aqui um mito).

Fora assistir aos jogos do Mazembe, ainda fiz safari no deserto, esquiei, visitei a praia de Burj Al Arab, fui a shoppings enormes, comi comida com muita pimenta e estranhei aquele monte de gente falando uma língua que faz com que sempre pareçam estar brabos. Tudo isso na ilustre presença do meu irmão que ainda engatinha no inglês e teve que aprimorar a técnica de mímica. Além de aproveitar que ninguém entendia português e chamar todo mundo de “guampa”. Rendeu boas risadas. E ainda ronca pouco. Bom companheiro de viagem.

No mais, os Emirados Árabes Unidos são um belíssimo país para se conhecer. Recomendo muito. Só não esquece o protetor.

Peixinho no petróleo

Agora que o visto está encaminhado, a vacina já foi tomada (depois de fazer toda a função, descobri que não precisava) e faltam alguns dias para a partida, já posso fazer um post sobre isso: estou indo pra Abu Dhabi/Dubai na próxima semana.

E aí você se pergunta: “ué, mas é bem na data dos jogos do Inter no Mundial de Clubes, tu não era gremista?”. Sou e continuo sendo. Muito gremista. O que acontece é que no começo da Libertadores deste ano, meu pai fez uma promessa. Prometeu que se o Inter ganhasse a Copa, nós viajaríamos em família para assistir os jogos. Prontamente aceitei, considerando que nunca mais viveria para ver o maior rival levantando mais uma taça querida. O final desse campeonato, todos sabem.

Por incompatibilidade de datas, meu pai e minha mãe não irão junto. Viajaremos eu e meu irmão sozinhos para um outro país, coisa que nunca fizemos antes. Na programação da trip, além dos jogos da semi e final do Mundial, constam um safari no deserto, o parque da Ferrari, visitas a mesquitas e prédios imensos e uma estação de esqui NO MEIO DO DESERTO. Prevejo 10 dias sensacionais e muito divertidos, visto que me dou muito bem com o léo e ele é uma das pessoas mais engraçadas que eu conheço.

Pretendo atualizar alguma coisa de lá (o Twitter com certeza), mas vai depender se o SHEIK vai deixar.

Brujitos

Só pra deixar registrado aqui (já que guardo todas as viagens no blog). Estive na Argentina semana passada. E Buenos Aires é uma cidade linda.

A Celeste já não brilha tanto

Ontem assisti ao amistoso entre Uruguai e Colômbia no histórico Estádio Centenário em Montevideo. Minha terceira partida em 4 dias na República Oriental del Uruguay. A função de dia de jogo nem se compara a jogos no Brasil (no Olímpico pelo menos). É tranquilo ir ao estádio, os preços são muito baratos (fui de TRIBUNA e paguei o equivalente a R$20) e o ambiente é bem familiar.

Uma pena é a seleção bicampeã do mundo estar tão apagada. Os uruguaios já não se interessam tanto pelo futebol de sua equipe principal. Com uma certa razão até. A esquadra cisplatina não empolga. O peso da camisa parece ser imenso para jogadores como Lugano, Forlán e Loco Abreu.

Uma verdadeira lástima, para um país com tanta tradição e uma história futebolística tão bonita.

P.S.: já estou no Brasil.
P.S.2: Perea MATADOR.

Me encanta el Uruguay

Uou! Cá estou na minha primeira vez fora do Brasil. O Uruguai é um país bem legal até.

Algumas constatações uruguaias:
*As sinaleiras são as mesmas para carros e pedetres.
*É tranquilo caminhar no centro de Montevideo à noite.
*As torcidas do Peñarol e do Nacional dividem o Centenário e não dá briga. (aliás, fui ao estádio e vi os jogos de Peñarol e Nacional por um torneio de verão aqui – muito legal[1]).
*Os pedintes de rua são extremamente educados e te agradecem se tu não lhes dá nada.
*Vi muitos gremistas pela cidade. Torcedores do Nacional simpatizam um pouco mais pelo Grêmio (ver Libertadores 1980 e 1983).
*Pegar táxi por aqui é muito barato.
*O meu portuñol tá afiado.

[1]Acabo de voltar da final de la Copa Suat, que teve Peñarol, Nacional, Tacuary (Paraguai) e Universidade San Martin (Peru). O Centenário é um estádio muito tri. Às 19:30 teve a disputa de terceiro com Peñarol e Tacuary e às 21:30 a final. Nacional saiu campeão nos pênaltis contra Univ. San Martin depois de 1×1 com gol dos Bolsos no final.

Depois da entrega da taça, fiquei conversando com o tiozinho que trabalhava no bar e ele me disse que anda desiludido com o quadro uruguaio. Sente saudades das grandes partidas que o Centenário abrigava. Elogiou Grêmio (o tiozinho adorava o De León) e Inter e disse que acompanha sempre que pode o futebol do Brasil.

10 possibilidades em um cruzamento

Torres é tri.

Constatação Catarina

Floripa tem ruas estreitas.

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